FAQ - Solução de Remediação

A seleção da melhor técnica de remediação a ser empregada é identificada no Plano de Intervenção, que que descreve técnica e ações que serão executadas no site, para a redução e/ou eliminação dos contaminantes.

O Plano de Intervenção somente será necessário se a área for classificada no estudo de Análise de Risco como Área Contaminada com Risco Confirmado.​

Se a empresa estiver localizada em uma área crítica é necessário aguardar o retorno da CETESB sobre um parecer técnico do Projeto Técnico Executivo e Descritivo do Sistema de Remediação. Caso a empresa não esteja localizada na área crítica, não é necessário.

O Sistema Pump and Treat é um dos métodos mais tradicionais de remediação, onde consiste no bombeamento da água subterrânea contaminada (fase dissolvida) e da fase livre subsuperficial para a superfície através de poços de bombeamento, para posterior tratamento.

O MPE – Multi-Phase Extraction baseia-se na utilização de um sistema de geração de vácuo onde em uma mesma tubulação são extraídos líquidos e gases. Essa metodologia é bastante aplicável para extração conjunta de fase livre e vapor na zona não saturada.

O DPE – Dual-Phase Extraction baseia-se na utilização de um sistema de geração de vácuo por tubulação onde são extraídos gases do solo e a extração da água subterrânea simultânea com a utilização de bomba pneumática, ambos instalados no mesmo poço de monitoramento. Essa metodologia é bastante aplicável para extração conjunta de fase livre/dissolvida e vapor na zona não saturada.

O SVE – Soil Vapor Extraction promove a Extração de Vapores no Solo, a vácuo, dos contaminantes voláteis presentes na camada não saturada do solo. O SVE é um método de remediação “in situ” normalmente utilizada para tratar compostos orgânicos voláteis.

A técnica Air sparging consiste em introduzir ar no aquífero contaminado produzindo oxidação por borbulamento na água, esse processo é muito utilizado em aquíferos com contaminantes voláteis e geralmente são implantados juntamente com o sistema SVE.

Através das Campanhas Técnicas de Monitoramento Analítico da Remediação para medição do desempenho de eficiência e eficácia do sistema de remediação, em que são desenvolvidos relatórios técnicos periódicos, mediante a coleta e análise de amostras do meio impactado, podendo ser solo e/ou água subterrânea para acompanhamento dos níveis de contaminantes no site. O meio impactado deve ser determinado no estudo de Análise de Risco e, posteriormente, no Plano de Intervenção.

A Remediação deve decorrer até que os seguintes objetivos sejam atingidos:

  • Eliminação e/ou mitigar das fontes de contaminação identificadas;
  • Atingir as metas calculadas no estudo de Análise de Risco;
  • Controlar e/ou mitigar os riscos identificados com base nos padrões legais aplicáveis.

Geralmente pode-se ocorrer o aumento/retorno de uma contaminação pelos seguintes motivos:

  • Nova fonte de contaminação;
  • Derramamentos pontuais de contaminantes percolado ao solo e/ou água subterrânea;
  • Produto contaminante adsorvido ao solo;
  • Entre outros.

Neste caso, de imediato, deve-se realizar uma ampliação do estudo ambiental identificando a causa do aumento da contaminação e, caso necessário, elaborar um novo plano de intervenção e/ou ampliação e adequações no sistema de remediação.

Não é necessário comprar um sistema de remediação. A Projeto Ambiental realiza a remediação com um sistema próprio e após o término do serviço o equipamento é removido da área do cliente.

É necessário seguir os objetivos aprovados a partir do Projeto de Remediação e metas estipuladas no estudo de Investigação Detalhada, estudo de Análise de Risco e posteriormente o Plano de Intervenção e as solicitações do órgão ambiental pertinente.

Atingidas as metas de remediação, o Responsável Legal deverá iniciar a execução do monitoramento para encerramento, por meio da realização de campanhas de monitoramento analítico periódicas, com o objetivo de avaliar a manutenção das concentrações de contaminantes abaixo das metas de remediação definidas para a área, a periodicidade é estipulada em virtudes da contaminação e/ou processo de gerenciamento de áreas contaminadas.

A área é classificada como Área Contaminada caso se contate níveis contaminantes no meio impactado (solo e/ou água subterrânea) acima dos valores orientadores estipulados pelo órgão ambiental competente.

A multa ambiental é uma penalidade legal pelo descumprimento de alguma lei de proteção ambiental. Caso o infrator descumpra alguma lei ambiental ele pode ser penalizado com multa a qualquer momento. No estado de São Paulo é grande o número de multas por infrações para quem prejudica de qualquer forma o meio ambiente, tais como ter uma área contaminada sem fazer o seu gerenciamento de acordo com a legislação ambiental e isso se estende para o Brasil como um todo.

Se você possui uma Área Contaminada com risco declarado e não faz o processo de remediação, pode a qualquer momento sofrer penalidades, tais como:

  • Advertência;
  • Multa;
  • Embargo;
  • Demolição;
  • Suspensão de financiamento e benefícios fiscais.
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